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QUEM TEM MEDO DA LAGARTIXA?

(Publicado no URTIGA 162 - maio/junho2004- pág. 7)



Ela é pequena, inofensiva e se esconde em frestas de paredes, sótãos, forros de telhados, ou outro local, de preferência seco, quente e limpo. E é útil para o ser humano: come insetos que incomodam, como baratas, traças e mosquitos; além de artrópodes, como aranhas, centopéias e escorpiões.

Tem mais: como a comida humana não a atrai, ela dificilmente freqüenta locais contaminados. Por isso não transmite doenças. Apesar de tantas qualidades, muitos têm medo deste bichinho: a lagartixa.

Tem quem diga que a lagartixa tem origem na África, e chegou ao Brasil nos navios negreiros. Hoje, nosso país tem cerca de cem espécies. A mais comum não chega a 17 centímetros de comprimento. Seu nome científico é Hemidactylus mabuia.

Trata-se de uma réptil caseira, de cor terrosa ou acinzentada, cuja pele escurece, quando há pouca luz. É o mimetismo, que a ajuda a se disfarçar no ambiente para que inimigos naturais não a vejam.

Suas patinhas têm saliências adesivas, que facilitam os maiores malabarismos. Nossa amiga sobe em qualquer superfície e fica até de cabeça para baixo. A lagartixa também tem a visão muito aguçada. De noite, ela fica em posição de espreita perto de uma lâmpada. Quando os insetos se aproximam, ela dá o bote.

Seus predadores naturais são grandes aranhas, cobras, corujas e mamíferos de pequeno porte, como os ratos. Quando eles querem apanhá-la, fazem a mesma coisa. Ficam à espreita, até ela aparecer. Mas nossa amiga tem uma defesa: é capaz de desprender um pedaço da cauda, que fica na boca do inimigo. Mais tarde a parte carnosa do seu rabo se regenera.

(fonte: RedeAIPA, com base na rev. Globo Rural 94)

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