- FESTEJANDO E AJUDANDO O AMBIENTE
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As festas de fim de ano estão aí. Que tal presentear com um produto
da AIPA, contribuindo para seus projetos ecológicos? Uma opção,
é dar uma muda de árvore brasileira produzida no viveiro da Associação.
Também há camisetas, o Pequeno Guia para o Ecologista Amador
e alguns livros selecionados da Editora Ottoni que - quando comercializados
pela AIPA - gerarão renda para os programas da Associação.
Para mais informações, ligue para 11-4026.1320 (13h - 16h30) ou
consulte a seção Produtos site www.aipa.org.br),
ou mande e-mail: aipa@aipa.org.br.
- PESQUEIRO DESTRUÍDO
- Aconteceu em Jundiaí. Victor
Antonio Galelli, apaixonado por pescarias realizou seu sonho de montar um pesqueiro
num terreno que tinha em Jundiaí. Cumpriu todas as normas legais e ambientais.
Mas o sonho durou poucos meses, quando os peixes - tilápias, carpas, pacus,
pintados, cat fishes, traíras - morreram, por falta de água. Juntos,
eles somaram 960 quilos! A lagoa secou em poucas semanas, quando, acima dela,
sem que Galelli fosse avisado, iniciou-se a construção da empresa
de galvanização B. Bosch, cortando a água que chegava ao
seu terreno. Ele chegou a denunciar o fato aos órgãos ambientais
- Cetesb, Daae, Deprn - no momento em que o fluxo de água começou
a diminuir. A resposta foi: a obra fora aprovada e a empresa comprometera-se a
plantar árvores na Serra do Japi, como compensação de danos
ambientais! Leia reportagem de Nathalia Paccola sobre esta tragédia no
site da AIPA - seção documentos, e mande sua opinião.
Caso não tenha acesso à internet, mande uma carta para Cx. Postal
83, Itu, Cep 13.300-000, que o remeteremos por correio.
- PIRACEMA
- Atenção pescadores! Segue até 28/2/2001,
a proibição de pesca em Mato Grosso. Neste período, ninguém
pode pescar nos rios, lagos e lagoas marginais de Mato Grosso. A exceção
fica para a pesca de subsistência, permitida para comunidades ribeirinhas
tradicionais. Mesmo nesse caso, há limites: o produto da pesca não
pode ser transportado em veículos, comercializado, superar 5 quilos ou
um ser mais de exemplar por pessoa. A proibição visa garantir a
multiplicação dos peixes: estamos no período de piracema,
quando eles se reproduzem. Neste ano, pela primeira vez, a Fundação
Estadual do Meio Ambiente, Polícia Militar Florestal e Juizado Volante
Ambiental prometeram uma fiscalização conjunta. A ONG Ecoa lembra
que, entretanto, outros problemas permanecem: é o caso da poluição
dos rios e de obras como a Usina de Manso, que no início do ano geraram
grande mortandade de peixes no rio Cuiabá, sem multa para os culpados.
- CERRADO RECONHECIDO
- Reserva da Biosfera: este é o novo status
conferido pela Unesco, órgão ligado à ONU (Organização
das Nações Unidas) para o Cerrado brasileiro e o Pantanal Matogrossense.
Sinal de alerta: um estudo da Embrapa Solos revelou que, nas 70% das áreas
de cerrado, equivalendo a 40 milhões de hectares, já são
terras degradadas, chegando-se em alguns pontos ao começo da desertificação.
O Pantanal também sofre ameaças: queimadas, danos causados pela
pecuária e garimpo, e perigo da implantação da hidrovia Paraguai-Paraná,
que pode gerar prejuízos irreversíveis aos rios, à fauna
e flora pantaneira e aos sítios arqueológicos. A Reserva Biosfera
do Cerrado II abrange área de 2 milhões de hectares, enquanto que
a do Pantanal tem 25 milhões de ha. O título serve como reconhecimento
da importância ecológica, alertando para que os recursos naturais
sejam, sim, aproveitados desde que de forma sustentável, quer dizer, sem
degradar a riqueza natural. (Ecoa)
- LANTERNA
- A América do Sul ocupa a penúltima colocação
mundial nos gastos públicos para cuidar de suas Unidades de Conservação
(UCs). E é o último em número de funcionários que
trabalham nas áreas protegidas. Os dados foram revelados por Maria Tereza
Jorge Pádua, da Funatura (Fundação Pró Natureza),
no 2.º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação. Segundo
ela, na América do Sul investem-se apenas US$ 0,04 por km2 protegido. Quanto
à falta de pessoal, ela diz que o péssimo desempenho da América
do Sul deve-se ao Brasil. "O Ibama tem 621 funcionários para monitorar
37 milhões de hectares protegidos. O Parque Nacional do Jaú é
o maior parque nacional do Brasil, com 2,7 milhões de has: é mantido
por apenas dois funcionários. No Pantanal de Mato Grosso, só um
técnico fiscaliza 150 mil hectares." Com tão poucos funcionários,
fica difícil cumprir a lei ambiental, que, segundo ela, é uma das
melhores do mundo. Vale lembrar que o Brasil - famoso por sua biodiversidade -
tem só 370 UCs federais e estaduais, protegendo 2,57 % do território
nacional. (Ecoa)
- OZÔNIO EM PERIGO
- Num momento em que se discute o Protocolo de
Kyoto (ver página 1 desta edição) vale lembrar que
a Convenção de Viena completou 15 anos em setembro. Foi o primeiro
protocolo internacional em prol de outro problema relacionado à atmosfera:
o buraco da camada de ozônio na estratosfera terrestre. Como se sabe,
esta camada é proteção natural para a vida na Terra, evitando
a passagem excessiva de raios ultravioleta, causadores de doenças como
o câncer. Este acordo foi complementado por outros: Protocolo de Montreal
em 1987; de Londres, 1990; Copenhagen, 1992; Viena, 1995 e Montreal, 1997. Com
eles, a indústria comprometeu-se a deixar de produzir os perigosos CFCs
(compostos de clorofluorocarbono, principais responsáveis pelo buraco
na camada de ozônio). Só que HCFCs (hidroclorofluorocarbonos), que
substituem os CFCs, são prejudiciais, mesmo que em menor escala. E há
outra substância perigosa em produção: brometo de metila (BrMe),
veneno usado como agrotóxico, sobretudo na produção de tomate
e morango. Pelos acordos firmados, só se parará de produzir HCFCs
em 2040. O BrMe - já proibido em vários países pelos efeitos
negativos para a saúde - a eliminação total será em
2015, prevendo-se exceções, para usos essenciais
- BHOPAL - 16 ANOS
- No início de dezembro comemoramos 16 anos
da maior catástrofe industrial da História, que aconteceu em Bhopal,
capital do estado de Madhia Pradesh, na India. Na noite de 2 para 3/12/1984, um
vazamento de 40 toneladas de substâncias venenosas (Isocianato de Metila,
Cianureto de Hidrogênio e outras), usadas pela Union Carbide para fabricar
agrotóxicos, matou imediatamente 8 mil pessoas e afetou outras 500 mil,
16 mil das quais morreram nos anos seguintes. Muitas vítimas ficaram incapazes
para o trabalho e mulheres tornaram-se estéreis. Logo que ocorreu o acidente,
a indústria afirmou que estes gases só irritariam os olhos e vias
respiratórias. E não mostrou como tratar casos de alta exposição.
Por isso vítimas receberam tratamento inadequado. Segundo o grupo espanhol
Ecologistas en Accion, vários danos ambientais permanecem até
hoje, por exemplo, nas águas subterrâneas contaminadas. E a indenização
às vítimas indiscutíveis foi ínfima: 90% receberam
em torno de 430 dólares (cerca de 850 reais) e outros 200 mil afetados
nem foram indenizados.
- CAVERNAS AMEAÇADAS
- Deu em alguns jornais. A Comissão
de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados retirou um artigo do projeto de
lei que trata da proteção das cavernas brasileiras. Este artigo
exigia a elaboração de estudo e relatório de impacto ambiental
(EIA-RIMA) para empreendimentos de grande porte no entorno das cavernas. Espeleólogos,
e outros especialistas sabem que cavernas são sistemas frágeis,
ou seja, sofrem facilmente a destruição. São patrimônios
naturais, onde há espécies únicas de vegetais e animais.
A região do Vale do Ribeira, em São Paulo, que concentra o maior
número de cavernas brasileiras, é coberta por pura Mata Atlântica.
- ANGRA 2
- Mal foi autorizada pela Cnen (Comissão Nacional
de Energia Nuclear) a operar com capacidade máxima (1309 megawatts), a
usina nuclear de Angra 2 já apresentou falhas. Mesmo assim, Firmino Sampaio,
presidente da Eletrobrás, falou aos jornais diários da intenção
de começar a construir a usina Angra 3, cujo custo, segundo ele, seria
US$ 1,5 bilhão. Vale lembrar estudo de David Zilberstejn, quando ainda
atuava como professor da Universidade de São Paulo (hoje é do governo
federal), divulgado no Urtiga quando Angra 1 estava em construção:
números provavam que seu custo real foi muitas vezes superior ao estimado.
O problema se repetiu com Angra 2. Usinas nucleares, como se sabe, apresentam
o risco dos acidentes nucleares e produzem um lixo radiativo, que permanece por
séculos.
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